Pesquisa com mais de 90.000 pessoas transgênero revela melhoria na satisfação de vida após a transição
Uma pesquisa abrangente realizada nos Estados Unidos com mais de 90.000 pessoas transgênero revelou que, apesar de enfrentarem discriminação no local de trabalho e no setor da saúde, a maioria delas relata maior satisfação com suas vidas após a transição.
O relatório divulgado pelo Centro Nacional para a Igualdade Transgênero (NCTE), uma importante organização de direitos dessa comunidade, é considerado o estudo mais abrangente realizado até agora sobre as experiências das pessoas transgênero no país.
Publicada na quarta-feira passada, essa pesquisa traz informações vitais para legisladores, mídia e defensores, preenchendo uma lacuna informativa que ainda existia sobre as experiências e necessidades dessas pessoas. De acordo com Rodrigo Heng-Lehtinen, Diretor Executivo do NCTE, isso é particularmente importante em um momento em que centenas de projetos de lei foram propostos nos últimos três anos para restringir os direitos das pessoas transgênero.
Além disso, esse estudo representa um salto significativo em relação à última edição da pesquisa feita em 2015, já que triplicou o número de participantes – atingindo a marca de 92.329 indivíduos em todo o país. Josie Caballero, Diretora de Pesquisa do NCTE, destacou algumas melhorias nessa nova edição. Por exemplo, foi incluído um maior número de perguntas possíveis – um total de 605 -, embora nenhum participante tenha respondido todas elas. Além disso, houve um aumento no número de participantes entre 16 e 17 anos.
É importante ressaltar que os autores do estudo mencionaram que os participantes online não foram selecionados aleatoriamente e que, portanto, os resultados podem não representar completamente todas as pessoas transgênero. Dentre os adultos participantes (totalizando 84.170), destacam-se as seguintes identidades: 38% se identificaram como não-binários; 35% como mulheres transgênero; 25% como homens transgênero; e 2% como travestis.
Entre as principais descobertas da pesquisa está o fato de que as pessoas transgênero ainda enfrentam discriminação e maus-tratos em função de sua identidade ou expressão de gênero. Mais de um terço dos participantes adultos viviam abaixo da linha da pobreza no momento da pesquisa, enquanto cerca de 18% estavam desempregados. Aproximadamente 11% dos indivíduos que já haviam trabalhado anteriormente relataram ter sido demitidos ou forçados a deixar seus empregos por causa de sua identidade ou expressão de gênero.
Além disso, cerca de 30% dos participantes experimentaram situações sem teto ao longo de suas vidas. Entre aqueles adultos que buscaram atendimento médico profissional nos últimos 12 meses, quase metade afirmou ter vivenciado pelo menos uma experiência negativa por serem transgêneros, seja por serem negados serviços médicos ou por sofrerem mau uso intencional incorreto dos pronomes ou linguagem abusiva por parte dos profissionais. O medo desse tipo de tratamento prejudicou ainda a busca por atendimento médico entre cerca de 24% dos participantes quando necessário.
Em suma, essa pesquisa oferece insights valiosos sobre as experiências e desafios enfrentados pelas pessoas transgênero nos Estados Unidos atualmente. Apesar dos progressos observados em alguns aspectos, ainda há uma forte necessidade de combater a discriminação e promover a igualdade para essa comunidade vulnerável.
| Notícia | Resumo |
|---|---|
| Título | Estudo revela satisfação maior de pessoas transgênero após a transição |
| Data | Quarta-feira passada |
| Fonte | Centro Nacional para a Igualdade Transgênero (NCTE) |
| Número de participantes | 92.329 indivíduos |
| Principais descobertas |
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| Conclusão | A pesquisa destaca a necessidade de combater a discriminação e promover a igualdade para a comunidade transgênero nos Estados Unidos |
Com informações do site Survey of over 90,000 trans people.
