Nova lei retoma política nacional de educação em tempo integral
Especialistas discutem a implementação do Programa de Escola em Tempo Integral, que busca expandir a oferta de educação em período integral, de acordo com uma matéria da Agência Brasil. A lei que estabelece o programa será sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na quarta-feira, dia 26 do presente mês.
Essa nova regulamentação irá permitir a transferência de recursos e assistência técnica por parte da União para os estados, Distrito Federal e municípios, com o objetivo de aumentar o número de vagas para essa modalidade de ensino. Segundo o Ministério da Educação (MEC), serão investidos R$ 4 bilhões no programa, visando criar 3,6 milhões de novas vagas até 2026, com um milhão dessas vagas sendo disponibilizadas na primeira fase.
Para entendermos a importância desse programa, é válido ressaltar que especialistas afirmam que sua criação representa um ressurgimento dessa agenda nacional para escolas em tempo integral. Durante o governo Michel Temer, o Programa Mais Educação foi reestruturado e voltou seu foco apenas no reforço acadêmico. No governo Bolsonaro, esse programa foi extinto. Dessa forma, a iniciativa de ampliar as horas escolares no ensino médio foi adotada pelos estados com apoio de institutos e fundações privadas.
No entanto, é necessário mencionar que essas políticas de educação em tempo integral já tinham recebido destaque pela primeira vez em 2007 com a criação do Programa Mais Educação. Em 2014, estabeleceu-se como meta no Plano Nacional de Educação que 50% das escolas oferecessem essa modalidade de ensino, com 25% dos estudantes matriculados até o final de 2024.
Infelizmente, entre os anos de 2015 e 2021, a porcentagem de estudantes em tempo integral caiu de 18,7% para 15,1% do total de matrículas na rede pública, segundo dados de pesquisa realizada pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação utilizando o Censo Escolar do MEC. Com isso, o Brasil está a 10 pontos percentuais longe de alcançar a meta do PNE.
Um dos desafios enfrentados atualmente é a falta de investimento nessa política nacional para escolas em tempo integral. Essa falta de atenção financeira tem gerado estagnação ou progresso muito lento nesse aspecto. Além disso, políticas relacionadas à alimentação escolar e transporte também têm sofrido com a falta de financiamento adequado. Para avançarmos nesses aspectos é crucial que haja um ajuste no financiamento dessas iniciativas.
Portanto, embora os recursos anunciados para as políticas de educação em tempo integral sejam significantes (R$4 bilhões), especialistas pontuam que talvez não sejam suficientes para suprir todas as necessidades dessa área tão importante para a melhoria da qualidade da educação brasileira.
.
| Resumo da Notícia |
|---|
| Especialistas discutem a implementação do Programa de Escola em Tempo Integral |
| Lei será sancionada pelo presidente Lula da Silva no dia 26 |
| Programa busca expandir a oferta de educação em período integral |
| Serão investidos R$ 4 bilhões para criar 3,6 milhões de vagas até 2026 |
| Políticas anteriores de educação em tempo integral foram descontinuadas |
| Porcentagem de estudantes em tempo integral caiu nos últimos anos |
| Falta de investimento é um dos desafios enfrentados |
| Recursos anunciados podem não ser suficientes para suprir todas as necessidades |
Com informações do site Tribuna do Norte.
