A Polícia Técnico-Científica do Estado de São Paulo esteve presente no IV Encontro Anual do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, realizado entre os dias 15 e 17 de março no Expo Center Norte, zona norte da Capital. Foi montada uma estrutura mostrando a simulação de uma cena de crime, com todos os passos do trabalho de um perito no local, ressaltando a importância de se conservar a área para que não haja a interferência do cenário.
O superintendente da Polícia Técnico-Científica, Celso Perioli, participou de uma mesa redonda mediada pelo ex-secretário nacional de Segurança Pública, Guaracy Mingardi. O tema discutido pelo superintendente foi a importância de setores de inteligência e de alta tecnologia na solução e, principalmente, prevenção de crimes, juntamente com o coronel Leônidas Pantaleão de Santana, subcomandante do Comando de Policiamento do Interior 1 (São José dos Campos) e com Cláudio Beato, do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública de Minas Gerais (CRISP-MG). A mesa de discussão levou o nome de "Investigação, inteligência e tecnologia".
Perioli trouxe como destaque os investimentos realizados em tecnologia para a diminuição do tempo de espera do resultado de laudos periciais, além de maior precisão nesses resultados. Dois pontos foram ressaltados pelo superintendente: a necessidade da conservação do local do crime e a preparação dos peritos acompanhando o desenvolvimento técnico. O superintendente realçou ainda os investimentos não só em tecnologia, mas também em pessoal, já que recentemente a Academia de Polícia (Acadepol) formou 67 peritos criminais.
O coronel Leônidas trouxe o trabalho das polícias de São Paulo em integrar seus sistemas de banco de dados para a melhor eficácia do trabalho de inteligência. Segundo o coronel, sistemas como o Infocrim, abastecido por BOs; Fotocrim, com imagens de pessoas detidas; e Copom online, com todos os atendimentos realizados pela Polícia Militar, tem que ficar interligados, para que a partir desses dados, os setores de inteligência operem com maior mobilidade.
Análise criminal
Outro ponto tratado nas discussões foi o da análise criminal. Quem tratou mais profundamente do tema foi Cláudio Beato, um dos membros do CRISP de Minas Gerais. Cláudio mostrou a importância da leitura desses dados e informações para a melhor leitura do cenário de atuação do policiamento. Segundo Cláudio, é fundamental que o policial conheça profundamente o local em que atua e que saiba, ainda, fazer a leitura desse cenário, para poder realizar seu trabalho.
O consenso na mesa redonda foi de que o policiamento ostensivo é importante, mas não o único recurso policial, pois ele deve vir cercado por todas essas ferramentas, para que se eliminem as falhas deixadas pelo caminho.